1. SEES 9.10.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  FAZER MAIS COM MENOS
3. ENTREVISTA  LARRY FINK  UMA RETOMADA MOVIDA A GS
4. LYA LUFT  SEM ESFORO E SEM EXEMPLO
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  ESTIRAMENTO MUSCULAR

1. VEJA.COM

O DILEMA DA TICA NO BRASIL
Edio recente de VEJA publicou um artigo do colunista Gustavo Ioschpe intitulado "Devo educar meus filhos para serem ticos?". Foi a senha para que milhares de leitores se manifestassem, compartilhando a apreenso de formar crianas e adolescentes em um pas onde o senso de dever e o apego  verdade parecem ter sido vencidos pela tentao do caminho fcil e pela possibilidade de levar vantagem em tudo. Reportagem de VEJA.com ouviu alguns desses leitores. Eles narram dilemas vividos no dia a dia e tambm os questionamentos feitos pelos filhos. O antroplogo Roberto DaMatta e o filsofo Mrio Srgio Cortella complementam a reflexo sobre o assunto.

 FRENTE DO OCTGONO
Consolidado nos EUA, Canad, Brasil e Inglaterra, e s vsperas de completar vinte anos, em novembro, o UFC  atualmente um negcio de grande sucesso, avaliado em 2 bilhes de dlares. Mrito de Dana White, o empresrio que est  frente do torneio e sempre apostou na necessidade de o esporte e seus principais representantes irem muito alm do octgono. A participao dos lutadores em eventos, reality shows e entrevistas  to parte do espetculo quanto as lutas. Em entrevista ao site de VEJA, White diz: "Eu converso pessoalmente com alguns deles e explico a importncia da imprensa na promoo". 

OS 25 ANOS DA CONSTITUIO
O que a Constituio significa para voc? O site de VEJA fez essa pergunta a mais de 100 polticos, empresrios, intelectuais, artistas e profissionais das mais diversas reas. O resultado  um grande painel das impresses que a Carta de 1988, que completa 25 anos neste sbado, causa nos brasileiros. 

EM VDEO
Testemunha da histria  Mozart Vianna, secretrio-geral da Mesa Diretora da Cmara, fala dos bastidores da Constituinte. 
Os constituintes esquecidos  Ter participado da redao da Carta de 1988 faz pouca diferena no currculo dos polticos 
Atolados em processos - H 68.833 processos tramitando no STF. O ministro Marco Aurlio fala sobre o efeito da Constituio sobre a administrao da Justia 


2. CARTA AO LEITOR  FAZER MAIS COM MENOS
     Se fosse preciso resumir em uma explicao o motivo do sucesso material duradouro e sustentvel de um pas, a produtividade seria o indicador ideal para isso. Do ponto de vista estritamente tcnico, produtividade  fazer mais com menos. Mas as implicaes dessa relao aparentemente to simples so profundamente radicais. Por exemplo, um pas com PIB em alta mas com baixa produtividade ter, em pouco tempo, um encontro marcado com a inflao ou a estagnao. Por qu? Pela razo de que os outros fatores que influenciam no PIB, o crescimento demogrfico e o aumento da oferta de emprego, se esgotam rapidamente.  o caso do Brasil hoje. Pela mesma razo, um pas em que a renda aumenta mas a produtividade se mantm estagnada est simplesmente consumindo mais riqueza do que produz e, consequentemente, comprometendo a qualidade de vida das prximas geraes. Alis, esse  tambm o caso do Brasil hoje. 
     A produtividade  a chave do progresso das naes por resumir em um nico indicador diversas outras variveis. Se a produtividade cresce muito e por longo tempo, com toda a certeza o pas tem alta qualidade de educao, nvel adequado de investimento, capacidade de inovao e carga fiscal no punitiva. A existncia de um ambiente de negcios atraente e com segurana jurdica  um poderoso emulador da produtividade, que, por sua vez, realimenta e legitima aquelas condies, em um desejvel ciclo virtuoso. A produtividade  at mesmo a medida indireta da qualidade da classe poltica, pois ela cresce sempre que seus mandatrios pensam mais na prxima gerao do que na prxima eleio e, para corrigir distores incapacitantes do pas, esto prontos a amargar impopularidade pessoal momentnea em troca de benefcios para todos pelas prximas dcadas.  
     Dito isso,  inevitvel nos perguntarmos: em que patamar se encontra a produtividade do Brasil? Uma reportagem desta edio de VEJA tenta responder a essa pergunta a partir das concluses de um frum sobre o tema promovido pela revista EXAME na segunda-feira passada, em So Paulo, que contou com a participao de Guido Mantega, ministro da Fazenda, dos principais presidenciveis, de economistas e empresrios. A constatao mais aguda foi que chegaram ao limite da exausto no Brasil os extraordinrios ganhos de produtividade que a economia experimentou com a derrota da inflao, a Lei de Responsabilidade Fiscal, as privatizaes e outras reformas modernizadoras dos governos FHC e de Lula em seu primeiro mandato. Dani Rodrik, economista da universidade americana de Princeton, mostrou no frum de EXAME que a produtividade brasileira apresentou crescimento anual de apenas 1,8% nas ltimas duas dcadas, perdendo para o Mxico (2,2%), o Chile (3,8%), o Peru (3,7%), a Coreia do Sul (5%) e at para a Turquia (4%). A reportagem de VEJA revela que, sem mais arejamento e menos burocracia, sem mais planejamento e menos improvisao, sem mais foco no interesse nacional e menos cegueira ideolgica, a produtividade no Brasil no crescer nos prximos anos. J passa da hora de comearmos, como nao, a reverter esse quadro. 


3. ENTREVISTA  LARRY FINK  UMA RETOMADA MOVIDA A GS
O presidente da maior empresa de investimentos do mundo diz que a energia barata vai impulsionar a economia dos EUA e v perspectivas positivas para o Brasil a longo prazo.
GIULIANO GUANDALINI

A BlackRock, com sede em Nova York,  a maior empresa de administrao de investimentos do mundo. Sua atividade principal  proteger e rentabilizar os fundos de penso de milhes de trabalhadores e aposentados. Esto sob o seu cuidado aplicaes no total de 3,9 trilhes de dlares, um valor superior ao PIB da Alemanha. "Sempre digo aos funcionrios: temos uma responsabilidade enorme em nossas mos", afirma Larry Fink, um dos fundadores da empresa e seu presidente. A BlackRock est entre os principais acionistas de algumas das maiores empresas brasileiras, como Ita e Gerdau. Fink faz parte do grupo restrito de executivos procurados por Barack Obama e pelas principais autoridades econmicas mundiais quando necessitam de uma viso precisa a respeito daquilo que se passa nos mercados. Em recente visita ao Brasil, Fink concedeu a seguinte entrevista a VEJA. 

Passaram-se cinco anos desde o colapso do banco americano Lehman Brothers, que marcou o incio da mais profunda crise financeira internacional em mais de sete dcadas. Foi um evento daqueles que s se presenciam uma vez na vida ou  algo que pode acontecer novamente em breve? 
Vivemos em um mundo no qual a volatilidade  a norma. No se trata de algo intrinsecamente negativo. Volatilidade significa alternncia e evoluo constante. A crise do Lehman Brothers foi originria, essencialmente, da falta de uma regulao adequada, em escala global, de instituies financeiras extremamente alavancadas, ou seja, que assumiam riscos excessivos em relao ao tamanho de seu capital. Quando um banco extrapola em sua exposio aos riscos de mercado, e as ferramentas para a avaliao dos riscos revelam-se falhas, o resultado s pode ser o desastre. Desde 2008, a maior parte dos pases aprimorou a regulao financeira, coibindo a alavancagem excessiva. Anteriormente, era comum vermos bancos que emprestavam o equivalente a 25 vezes o seu capital. Isso os deixava expostos a situaes de oscilao profunda dos mercados, como acabou ocorrendo. Caminhamos agora para um sistema com regras mais restritivas. Por isso no acredito que veremos, em breve, uma nova crise originria no setor financeiro. Isso no significa, obviamente, que estejamos livres de novas crises. 

De onde sair a prxima grande crise, ento? 
 sempre difcil responder a uma questo como essa, mas uma crise que certamente enfrentaremos  a previdenciria. Os atuais nveis de poupana nos Estados Unidos, e em muitos outros pases, so absolutamente inadequados diante do aumento da expectativa de vida. A longevidade  uma tendncia incontornvel e sobre a qual no se discute o necessrio. Estamos vivendo mais. Mudamos nossa dieta para termos um estilo de vida mais saudvel, fazemos exerccios, a medicina evoluiu. Nos Estados Unidos, de cada casal na faixa dos 60 anos,  grande a chance de ou o marido ou a mulher chegar aos 90.  uma bno, mas a questo  como financiar os custos da longevidade. Se no nos prepararmos, e logo, enfrentaremos uma crise durssima, com grandes implicaes polticas, porque muitas pessoas simplesmente no tero os recursos necessrios para viver dignamente na velhice. 

O que pode ser feito para evitar essa crise? 
Buscamos sempre saber dos nossos clientes se eles esto suficientemente preparados, se seu nvel de poupana  adequado  preservao do padro de vida na aposentadoria. Se as pessoas no comearem a se preocupar quanto antes, nunca tero os recursos necessrios. No que diz respeito s polticas pblicas, infelizmente, as preocupaes so focadas no curto prazo. As discusses giram em torno de como ajudar a classe mdia, quais benefcios podem ser criados ou ampliados. Parece no haver, at o momento, a devida preocupao com relao aos desafios impostos pela longevidade. Quando a previdncia social foi criada nos Estados Unidos, nos anos 30, os trabalhadores se aposentavam aos 62 anos e morriam aos 67. Trata-se de uma situao completamente diversa quando as pessoas passam a viver mais de 90 anos. No existe sistema previdencirio no mundo, seja nos Estados Unidos, na China, no Brasil ou na Inglaterra, preparado para enfrentar os custos da longevidade. 

Do ponto de vista de um administrador de fundos de penso, quais foram as lies aprendidas com a crise? 
Pensar no longo prazo  a grande lio. Voltemos no tempo por um instante, ao dia 1 de setembro de 2008, antes, portanto, da quebra do Lehman Brothers. Se sassemos de frias por cinco anos, velejando pelo mundo, lendo grandes livros, sem contato com o noticirio financeiro, e voltssemos hoje, notaramos que a maior parte das aes vale mais agora do que valia h cinco anos.  como se a crise nunca tivesse existido. Precisamos manter uma perspectiva de longo prazo. Durante os piores momentos da crise, muitas pessoas entraram em pnico e venderam suas aes. Foi um erro. Quem tem metas de curto prazo fica vulnervel s oscilaes dos mercados.  

Qual  a estratgia de investimentos para se proteger da volatilidade dos mercados e se preparar adequadamente para a aposentadoria? 
As necessidades variam conforme a idade. Se voc ainda  jovem, est nos seus 30 anos, meu conselho  investir a maior parte de seus recursos em aes. Elas tendem a proteger o capital da inflao e a oferecer uma rentabilidade maior em ciclos longos. Mas, a curto prazo, so sujeitas a oscilaes. Se voc j passou dos 55 anos,  bom que tenha mais ttulos em sua carteira. Se uma carteira de investimentos  planejada para alcanar objetivos claros e bem estabelecidos, no tenho dvida de que ser possvel encontrar a rentabilidade necessria para atingi-los. 

O Federal Reserve, o banco central americano, deve anunciar em breve o fim do programa de compra de ttulos, cujo objetivo  ampliar a quantidade de dinheiro em circulao e assim incentivar a atividade econmica. Os Estados Unidos, cinco anos depois da ecloso da crise, esto preparados para caminhar com as prprias pernas, sem novos incentivos? 
Em primeiro lugar, o Fed deixou claro que no dever elevar a sua taxa bsica de juros, atualmente prxima de zero, at pelo menos 2015. Trata-se de um estmulo monetrio considervel. Dito isso, a economia vem reagindo. Se o Fed no parar de comprar ttulos, existir o risco de novas bolhas se formarem na economia. 

O senhor tem demonstrado bastante otimismo com relao s perspectivas para a economia americana. Mas a recuperao ainda segue lenta, e existem incertezas como o custo de implementao do novo sistema de sade, o chamado Obamacare, alm de novas regulaes do setor financeiro. Esses fatores no so obstculos ao aumento no ritmo de expanso? 
Todas essas questes so conhecidas dos investidores: seus impactos j foram dimensionados. Existem razes para o meu otimismo com a economia americana. O setor privado tem se provado robusto. O sistema financeiro se encontra em uma condio mais slida. Os bancos esto oferecendo emprstimos,  procura de oportunidades para colocar o dinheiro para trabalhar. O mercado imobilirio, depois de anos com excesso de oferta, voltou a um ponto de equilbrio. O preo dos imveis, como resultado, j voltou a subir em algumas regies. A situao financeira das famlias tambm melhorou dramaticamente. Os consumidores renegociaram e reduziram suas dvidas. O endividamento retrocedeu a um nvel semelhante ao de 2000. Por fim, no podemos subestimar o poder da transformao em curso no setor de energia. 

O senhor se refere ao avano da explorao do gs de xisto (shale gas). Qual  o impacto, para a economia, dessa inovao? 
Dou alguns nmeros. Apenas no ano passado, foram abertos 7000 poos de explorao de gs. Nos Estados Unidos, o gs natural custa 3,50 dlares por milho de BTUs (British Thermal Unit, a unidade de referncia do gs no mercado internacional). Na Europa, o custo  de 12 dlares, e no Japo, 18 dlares. (No Brasil, o preo mdio  17 dlares.) Trata-se de uma vantagem competitiva tremenda para a economia americana, e  por isso que tantas empresas esto transferindo suas manufaturas para os Estados Unidos. A Amrica do Norte (somando-se a produo dos Estados Unidos, do Canad e do Mxico) dever alcanar a independncia energtica em 2018. As implicaes dessa novidade so estupendas. Nos ltimos vinte anos, vimos uma compresso do salrio dos trabalhadores dos pases ricos. Havia uma competio em escala global pelos empregos, o que achatou os rendimentos. Mas hoje as diferenas no custo da mo de obra j no so to grandes, e por isso a questo da energia  to vital. Com o avano da automao, sairo ganhando aqueles pases que tiverem trabalhadores capacitados e um baixo custo de energia. Os Estados Unidos esto em uma situao privilegiada em ambos os aspectos. 

Alguns pases em desenvolvimento, principalmente a ndia, mas tambm o Brasil, esto enfrentando a desvalorizao de sua moeda e turbulncia por causa da perspectiva de aumento da rentabilidade dos ttulos do Tesouro americano. Esse poder ser um foco de instabilidade para a economia mundial? 
Por muitos anos, houve um movimento de fuga do dlar. Agora, os dlares esto voltando para os Estados Unidos. Por causa da retomada da economia americana e tambm de um certo receio a respeito da queda mais acentuada no crescimento da China, algo que ainda no se materializou, vimos a desvalorizao de algumas moedas e bolsas de mercados emergentes, o Brasil entre eles. Essa desvalorizao acaba deixando mais atrativo o preo de algumas aes. So oscilaes naturais do mercado. Quem mantm o foco no longo prazo pode at se beneficiar. O problema, sempre,  ter olhos apenas para o curto prazo. 

Mas o Brasil est crescendo menos, a moeda perdeu valor. Como isso impacta a estratgia de investimentos no Brasil? 
Posso dizer que mantemos inalterado nosso interesse em investir no Brasil. O potencial de longo prazo  tremendo, ainda que, a curto prazo, existam questes a ser superadas. As eleies do prximo ano, por exemplo, so um ponto de incerteza para os investidores. O pas est avanando. Fiquei bastante feliz ao chegar ao aeroporto de So Paulo. Foram apenas quinze minutos para passar pelos fiscais. H dois anos, levei uma hora e meia. Ento, na minha perspectiva pessoal, houve avanos. 

A queda no ritmo de crescimento brasileiro no traz uma frustrao? 
Existia certo exagero nas expectativas em relao ao Brasil. Eram aspiraes provavelmente pouco realistas, muito dependentes da China. Agora houve uma reao nos mercados, e os preos das aes parecem mais realistas. A tendncia a longo prazo ainda  favorvel. O Brasil poder se beneficiar do crescimento dos Estados Unidos e tambm de pases da Amrica Latina. A situao no  como a da ndia. A ndia, sim, est numa situao muito mais desconfortvel. Questes como infraestrutura, burocracia e corrupo, tornam muito difcil fazer qualquer investimento a longo prazo na ndia, apesar do grande potencial do pas. Nossos clientes esto de olho em oportunidades no Brasil, mas evitam colocar dinheiro na ndia. Existem muitas oportunidades na Amrica Latina, mais at que na sia. Pases como Chile, Peru e Colmbia, alm do Mxico, tm atrado os investidores. 

Essas naes tm progredido mais rpido que o Brasil? 
Elas esto se beneficiando por fazer reformas j realizadas pelo Brasil h dcadas. Por isso, o crescimento delas dever ser mais acelerado que o brasileiro por alguns anos. A abertura do setor do petrleo no Mxico, liberando os investimentos privados, dever ter o mesmo efeito que houve no Brasil nos anos 90. A economia brasileira dever se beneficiar do avano de seus vizinhos, reduzindo a sua dependncia das exportaes para a China. Nos ltimos vinte anos, o Brasil consolidou empresas de classe mundial. Estamos tambm otimistas com relao aos investimentos na rea de infraestrutura. O Brasil ter alguns ventos contrrios a curto prazo, mas os ventos permanecem favorveis a longo prazo. 


4. LYA LUFT  SEM ESFORO E SEM EXEMPLO
     No creio que a gente ande to ruim de portugus por causa das redes sociais, dos torpedos no celular. Essa reclamao tem cheiro de mofo. 
     O interessante  que, embora digam que se l pouco, as editoras vendem mais que nunca, bienais e feiras ficam lotadas, e mesmo assim no conseguimos nos expressar direito, nem oralmente nem por escrito. Se lemos mais, por que escrevemos e falamos mal? 
     Penso que, coisas verificadas h trinta anos em meus tempos de professora universitria, andamos com problema de raciocnio. No aprendemos a pensar, observar, argumentar (qualquer esforo maior foi banido de muitas escolas), portanto no sabemos organizar nosso pensamento, muito menos express-lo por escrito ou mesmo falando. "Eu sei, mas no sei dizer", "Eu sei, mas no consigo escrever isso" so frases ouvidas h muito tempo, tempo demais  
     A exigncia aos alunos baixou de nvel assustadoramente, e com isso o ensino entrou em queda vertiginosa. Tudo deve parecer brincadeira. Na infncia, ensinam a chamar as professoras de tias, coisa com que, pouco simptica, sempre impliquei: tias so parentes. Professoras, ou o carinhoso profes, ou pros, so pessoas que esto ali para cuidar, sim, mas tambm para educar j os bem pequenos. Modos  mesa, civilidade, dividir brinquedos, no morder nem bater, socializar-se enfim da maneira menos selvagem possvel. 
     Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de aula  para trabalhar; ptio  para brincar. No precisa ser sacrifcio, mas dar uma sensao de coisa sria, produtiva e boa. 
     Por alguma razo, l pela dcada de 60 inventamos  melhor: importamos  a ideia de que ensinar  antiptico e aprender, ou estudar,  crueldade infligida pelos adultos. Tabuada, nem pensar. Ortografia, longe de ns. Notas, abolidas: agora s os vagos conceitos. Reprovao seria o antema.  preciso esforar-se, e caprichar, para ser reprovado. 
     Resultado: alunos saindo do ensino mdio para a faculdade sem saber redigir uma pgina ou pargrafo coerente e em boa ortografia em seu prprio idioma! 
     O acesso  universidade, devido a esse baixo nvel do ensino mdio, reduziu-se a um facilitarismo assustador. Hordas de jovens entram na universidade sem o menor preparo. So os futuros bacharis que no vo passar no exame da Ordem. Na medicina e na engenharia, o resultado pode ser catastrfico: ali se lida com vidas e construes. Em lugar de querer melhorar o nvel desse ensino, cogita-se abolir o exame da Ordem. Outras providncias desse tipo viro depois. Em vez de elevarmos o nvel do ensino bsico, vamos adotar o mtodo da no reprovao. Em lugar de exigirmos mais no ensino mdio, vamos deixar todos  vontade, pois com tantas cotas e outros recursos vo ingressar na universidade de qualquer jeito. 
     Alm do ensino e do aprendizado, facilitamos incrivelmente as coisas no nvel da educao, isto , comportamento, compostura, postura, respeito, civilidade. 
     Alunos comem, jogam no celular, conversam, riem na sala de aula  na presena do professor que tenta exercer sua dura profisso  como se estivessem no bar. Tente o professor impor autoridade, e possivelmente ele, no o aluno malcriado, ser chamado pela direo e admoestado. Caso tenha sido mais severo, quem sabe ser processado pelos pais. 
     No estou inventando: nesta coluna no escreve a ficcionista, mas a observadora da realidade. 
     A continuar esse processo antieducao, e nos altos escales o desfile de pssimos exemplos, impunidades, negociatas e deboches  alm do desastroso resultado do julgamento do mensalo, apesar de firulas jurdicas , teremos problemas bem interessantes nos prximos anos em matria de dignidade e honradez. Pois tudo isso contamina o sentimento do povo, que somos todos ns, e pior: desanima os jovens que precisam de liderana positiva. 
     Resta buscar nimo em outras pastagens, para no desistir de ser um cidado produtivo e decente. 


5. LEITOR
CURSOS ON-LINE
A reportagem "A um clique do saber" (2 de outubro)  uma bela referncia inspiradora para instituies de ensino caracterizadas pela excelncia, como o Instituto Nacional de Matemtica Pura e Aplicada (Impa). Parabns  equipe de VEJA.
LEONARDO PESSANHA
Assessoria de Comunicao do Impa
Rio de Janeiro, RJ

Muito oportuna a reportagem de VEJA. Sou aluno a distncia do curso advanced project management (Universidade Stanford  Califrnia) e tenho a oportunidade de frequentar uma das mais renomadas universidades do mundo, no computador do meu escritrio, em Fortaleza. Espero que a reportagem fomente o interesse de outros alunos que, assim como eu, no podem se afastar da famlia, do trabalho e do pas.
LEVI FREITAS FERNANDES TVORA
Fortaleza, CE

Brilhante reportagem. Sou formado em fundamentos e prticas judicirias (curso a distncia) pela Unitins. O esforo para conseguir terminar um curso a distncia  redobrado  e mais difcil do que em um curso presencial.
HELDER GEOVANNI MARTINS FERREIRA
Araguana, TO

Muito interessante a reportagem de VEJA. De origem humilde, residente em cidade do interior e com necessidade de trabalhar desde muito cedo, no tive a possibilidade de dar continuidade aos meus estudos. Trinta anos aps a concluso do ensino mdio, pude voltar a estudar. Hoje, aos 55 anos, possuo graduao e ps-graduaco em filosofia pelo sistema EAD. E continuo estudando, seja em cursos presenciais, seja pelo sistema a distncia, via internet.
LUIZ ROBERTO AMORIM
Por e-mail

Sou socilogo, pesquisador do Grupo de Estudos sobre Universidade (GEU) da UFRGS e doutorando em sociologia na mesma instituio. Venho trabalhando com os sistemas de educao superior dos Brics. H um ms, comecei a investigar os Moocs tambm como uma nova tendncia dos sistemas de ensino superior, particularmente como a crescente demanda por escolaridade vem sendo atendida por grandes universidades que esto chegando a dezenas de pases e milhares de alunos por meio dessas plataformas.
BRUNO MORCHE
Por e-mail

VEJA d uma enorme contribuio  educao no Brasil. Sou professor e recomendei a reportagem, via mdias sociais, a todos os meus ex-alunos de dcadas. H soluo para o Brasil: somente se houver mais e melhor educao.
ARY SILVEIRA BUENO
Santo Andr, SP

O conhecimento realmente no tem fronteiras  est acessvel a todos os interessados em aprender e se desenvolver.
MARIA SERRAT FERNANDES DE CARVALHO
Vitria, ES

J.R. GUZZO
Ao ler o artigo '"Descida ao inferno" (2 de outubro), senti uma pontada no estmago, e uma profunda angstia se apoderou de mim. Que pas  este que, em vez de proteger suas crianas e seus adolescentes, os lana nas mos de homens brutos e violentos? Esse relato da menina L.A.B., de 15 anos,  chocante demais, e pior  saber que as autoridades envolvidas foram as principais responsveis por tamanho horror.  impossvel ler essa histria sem chorar: de tristeza, de raiva, de frustrao... Por vivermos num pas em que nos sentimos to impotentes. Por tamanha inverso de valores, quando os que deveriam zelar pela Justia e pela dignidade so os primeiros a desprez-las.
NOEMI ALTO
Presidente Prudente, SP

Como se no bastasse a barbrie contra a menor, revolta-me que a impunidade no Brasil seja a regra. Temos uma das Constituies mais elogiadas por estudiosos de direito do mundo, somos signatrios das principais convenes internacionais que protegem os direitos humanos, mas infelizmente vejo cada dia mais que a beleza se resume em letras mortas, sem real aplicao.
LVIA GARCIA
Fortaleza, CE

Eu sentia vergonha de ser brasileiro. Hoje sinto nojo.
JOO LOURENO DOS SANTOS
Cuiab, MT

Recursos infringentes do mensalo, cargos para as namoradas do poder, financiamento de Cuba com mais mdicos, para citar outros casos sem consequncia para os responsveis, como no episdio da menina L.A.B. Ns, brasileiros contribuintes, somos les misrables da histria, infelizmente. Que a internet, com a democratizao da informao e da cultura, nos ajude a ter governos melhores.
ANA CAROLINA SALEM VANOSSI
Punia del Este, Uruguai

ELEIES 2014
Dilma, de acordo com o Ibope, se recupera junto ao eleitorado nacional com vistas  eleio de 2014 e abre 22 pontos percentuais em relao ao provvel segundo colocado ("Um cenrio diferente", 2 de outubro). Imagine se Dilma tivesse tomado alguma providncia ntida em relao s reivindicaes da populao apresentadas nas ruas do pas nas manifestaes de junho. Imagine se Barack Obama ou o resto do mundo tivessem se importado com as bravatas da presidente no discurso eleitoreiro na abertura da Conferncia Geral da ONU. Imagine se o leilo de Libra no fosse um fracasso. Imagine se o julgamento do mensalo tivesse acabado com a cpula criminosa do PT na cadeia, como quer 100% da populao brasileira de bem. Imagine se as obras da transposio do Rio So Francisco tivessem dado certo com o oramento inicial. Imagine, enfim, se este governo da Dilma tivesse um pouco de competncia... A, meu bem, no ia ter para ningum.
VICTOR GERMANO PEREIRA
So Paulo, SP

MDICOS CUBANOS
A resistncia das entidades mdicas aos mdicos cubanos no se deve, de forma alguma, ao receio da concorrncia, mas sim ao receio de uma m prtica de mdicos potencialmente despreparados e inabilitados, que se escondem atrs do governo federal para no revalidar seus diplomas. Se so profissionais que no tm nada a temer, por que no fazer como todo mdico estrangeiro que vem trabalhar no Brasil, ou seja, revalidar o diploma? O que ns, mdicos, queremos  que no se tire o foco da questo principal: a falta de estrutura da sade brasileira. E esse problema no  culpa dos mdicos, como este governo quer fazer transparecer;  consequncia de uma poltica sanitria ineficiente, demagoga e totalmente eleitoreira, como podemos ver atravs do programa Mais Mdicos ("Por enquanto,  s propaganda". 2 de outubro).
EDUARDO BALZANO MAULAZ
Porto Alegre, RS

 notrio e pblico quo prolongada e custosa  a revalidao de nossos diplomas de cursos realizados fora do pas. Trazer toda essa gente (nem culpados nem rus) sem a documentao mnima necessria desafia qualquer preceito tico profissional. Quem est pagando a conta que corre solta (alimentao, hospedagem, remunerao, transporte etc.) enquanto se decide o que fazer? Afinal, entre os 647 recm-chegados, somente 35,85% esto aptos a comear. O Conselho Federal de Medicina e os conselhos regionais esto cobertos de razo. No precisa ser jurista para entender que algo no condiz com o iderio legal, institucional e administrativo.
MARIA DAS GRAAS TARGINO
Teresina, PI

Pas srio  aquele em que a sade  poltica de Estado. No Brasil, a sade  poltica de governo e, como tal, ela  partidria, ideolgica e eleitoreira.
Luiz FERNANDO HORMATN
Rio Grande, RS

PAULO SRGIO PINHEIRO
Neste momento, encontro-me relendo A Condio Humana, de Hannah Arendt, e a entrevista com o cientista poltico carioca e membro emrito da ONU Paulo Srgio Pinheiro (''No existe um lado mais humano", 2 de outubro) fez emergir o conceito de banalidade do mal j citado no livro e num filme recente sobre a autora. A situao da Sria e dos protagonistas envolvidos revela a irracionalidade daqueles que perderam a natural capacidade dos seres humanos de pensar.
ANGELA LUIZA S. BONACCI
So Paulo, SP

MENSALO MINEIRO
Sobre a reportagem '"O outro mensalo'', publicada na edio 2341 de VEJA (2 de outubro), esclareo que o processo que culminou na sentena contra Nlio Brant no  oriundo do inqurito n 2280, referente  campanha eleitoral mineira de 1998. Alm disso, ao contrrio do que diz o texto, em momento nenhum houve alguma denncia sobre prestao de servios de agncias de publicidade ao governo do Estado.
EDUARDO AZEREDO
Deputado federal (PSDB-MG)
Braslia, DF

JOS ROBERTO ARRUDA
Como advogado de Jos Roberto Arruda, fao um reparo  reportagem "Todos do mesmo lado" (2 de outubro), sobre a aprovao das contas de seu governo. A imagem usada para ilustrar a reportagem foi retirada de uma fita cuja gravao se deu dois anos antes de Arruda se tornar governador do Distrito Federal, conforme atesta o laudo da Polcia Federal e demais provas constantes nos autos. A doao que aparece naquela imagem foi devidamente registrada no TRE.
EDSON ALFREDO SMANIOTTO
Braslia, DF

VEJA 45 Anos
L pela dcada de 90, movido por uma espcie de arroubo patritico, do qual j me arrependi, resolvi doar  Biblioteca Pblica do Paran meu primeiro nmero de VEJA. No sei que fim foi dado ao exemplar, mas me lembro da surpresa ao deparar, quando o adquiri, com o desenho da foice e do martelo espalhado pelas bancas de jornal em plena ditadura. VEJA acompanhou minha vida e todas as extraordinrias mudanas polticas, culturais, religiosas, cientficas, educacionais, tecnolgicas, sociais e econmicas que se processaram no pas. Informao era artigo raro e caro. Nem remotamente se poderia imaginar a revoluo digital. Usei lousa e giz na escola primria, fui contemporneo da construo do Muro de Berlim, da carreira de Elvis Presley e dos Beatles, fui conhecer um aparelho de televiso aos 15 anos, apanhei na rua em arrasto promovido pelos militares, assisti pela TV  chegada do homem  Lua, vi a foto da Leila Diniz de barrigo na praia e a do Medici de radinho de pilha no estdio enquanto seus opositores eram torturados e assassinados, tive amigos que fugiram para o Chile e de l tiveram de fugir tambm, sofri com a morte do Tancredo, que conheci em seu apartamento na Praa da Liberdade, em Belo Horizonte, cantei com amigos, meio na surdina para que os vizinhos no escutassem, Para No Dizer que No Falei de Flores, acabei especialista em clculos inflacionrios, mas tudo passou como numa vertigem e lamento no ter escrito minhas "Memrias dos Tempos Analgicos", em que registraria os impactos das mudanas que o cidado comum experimentava. VEJA se encarregou desse projeto (edio especial VEJA 45 Anos  setembro de 2013). s vsperas de uma ditadura bolivariana, a ser instituda neste pas pela corrupo desenfreada, pela mentira deslavada (um lugar-comum, mas, infelizmente, um rotundo lugar-comum) e, claro, pela incompetncia e omisso da oposio, minha convico  de que VEJA continuar mantendo a postura desassombrada que teve em defesa da liberdade nestes 45 anos. Vamos precisar dela. Novamente.
JOS LUS SOTOMAIOR KARAM
Curitiba, PR

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

RADAR
LAURO JARDIM
CARNAVAL
O Google iniciou conversas para transmitir via YouTube o desfile dos blocos de rua do Carnaval carioca. Nos ltimos anos, o YouTube transmitiu o Carnaval de Salvador junto com a Band.
www.veja.com/radar

BLOG
REINALDO AZEVEDO
VOTO
Como vocs sabem, no Brasil votar  um "direito" que o cidado  obrigado a exercitar. Se no o fizer e no se justificar, ele  severamente punido.  como dizer que imposto  "contribuio'". O Brasil tem dessas delicadezas. 
www.veja.com/reinaldoazevedo

COLUNA
RODRIGO CONSTANTINO
Poltica
A poltica nacional vive uma hegemonia de esquerda. Todos os partidos pregam mais Estado. Todas as solues propostas passam por aes de governo com verbas pblicas. 
www.veja.com/rodrigoconstantinpo 

QUANTO DRAMA 
PATRCIA VILLALBA
NOIVA COMPRADA
Casamento negociado  um recurso comum em novelas, sempre motivo de lgrimas sofridas como as de Iolanda (Carolina Dieckmann) em Joia Rara. No blog, outros sete casos de amor comprado. 
www.veja.com/quantodrama

LEONEL KAZ
O VALOR DA ARTE
Colecionador que  colecionador olha a obra, dialoga com ela, estabelece casos de amor, desejos, procura, e ento sai em seu encalo. Depois, faz uma seleo e atribui s obras um sentido de conjunto que talvez, isoladas, no tivessem. Que sentido  esse? O de conferir significados de eterno  nossa existncia efmera. O de nos ajudar a explicar, com suas colees, o inexplicvel do estar no mundo. O colecionador consegue olhar o mundo  volta, chacoalhar o balaio, mover o corpo (e o bolso) e extrair desse mundo signos, smbolos que, um dia, passaro a ser partilhados por todos j em sua forma definitiva de histria. 
www.veja.com/leonelkaz 

SOBRE PALAVARS
SEM ESCULACHO
Esculachar, no sentido que os costumes lingusticos tornaram mais uma vez atual, quer dizer surrar, maltratar, torturar  acepo que, curiosamente, fica muito prxima  da origem da palavra. Mais tarde, em emprego figurado, esculachar adquiriu tambm o sentido de "repreender ou censurar (algum) de maneira deselegante, rude, afrontosa" (Houaiss), ou seja, espinafrar, passar uma descompostura em (algum); e ainda o de avacalhar, bagunar (algo), que o melhor dicionrio da lngua portuguesa no registra. Os estudiosos acreditam que a palavra foi introduzida em nosso idioma por imigrantes italianos e que fizesse parte do vocabulrio familiar. www.veja.com/sobrepalavras

TEMPORADA
SESSO DE TERAPIA
O GMT confirmou a renovao da srie Sesso de Terapia para a terceira temporada. Ainda no h informaes sobre o nmero de episdios ou a previso de estreia. Segundo o canal, a primeira temporada da srie conquistou mais de 9,5 milhes de telespectadores. A segunda temporada, com treze episdios produzidos, estreia no GNT no dia 7 de outubro, trazendo o ltimo trabalho do ator Cludio Cavalcanti, morto no dia 29 de setembro. 
www.veja.com/temporada

 Est pgina  editada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  ESTIRAMENTO MUSCULAR
O tratamento conservador d bons resultados na maioria dos casos e a cirurgia raramente  adotada.

     O estiramento muscular  um tipo de leso bastante comum e est muito associado  prtica de esportes. Atletas profissionais, porm, no so as nicas vtimas. Pelo contrrio: os chamados atletas de fim de semana respondem pelo maior nmero de ocorrncias desse tipo. 
     O problema  resultado do rompimento do msculo, que ocorre quando ele recebe uma carga maior do que suporta ou quando h uma condio de fadiga que faz com que ele no aguente uma carga a que est acostumado. 
     H trs nveis de leso. No grau 1, h poucas fibras rompidas (at 5%), dor local, mas a pessoa consegue fazer todos os movimentos. No grau 2 (de 5% a 50% de fibras rompidas), o movimento fica mais dolorido e limitado e geralmente h hematomas. No grau 3 (mais de 50% de fibras rompidas), essas caractersticas se agravam e h inchao na rea afetada. 
     Em todos os graus o tratamento  conservador: aplicao de gelo, repouso, uso de anti-inflamatrios e analgsicos (dependendo da intensidade da dor) e fisioterapia. O que varia  o prazo para retomar as atividades esportivas. No grau 1, leva em torno de trs semanas; no grau 2, de seis a oito semanas; e no grau 3 at seis meses, dependendo da atividade e do msculo atingido. 
     O tratamento conservador d bons resultados na maioria dos casos. A cirurgia para aproximar e suturar os msculos  adotada em poucas situaes: em atletas de elite, a fim de minimizar riscos de perda de rendimento; ou com finalidade esttica, j que o rompimento provoca um afundamento no local. 
     Algumas tcnicas mais recentes no tm resultados comprovados para acelerar a cicatrizao da leso. Um exemplo  o concentrado de plasma rico em plaquetas (PRP), retirado do prprio sangue do paciente e injetado na rea da leso. No h evidncias cientficas de que a tcnica promova melhoras. O FDA (Food and Drug Administration), rgo regulador da rea de sade nos Estados Unidos, no aprova o uso de plasma rico em plaquetas. O uso de clulas-tronco tambm ainda no apresenta resultados. 
     Para atletas de altssima performance, h um tratamento experimental desenvolvido na Universidade de Pittsburgh (EUA) para leses graves. A partir de um fragmento retirado do msculo,  feita uma cultura, que depois  colocada no local da leso. O custo  elevadssimo e a tcnica acelera a cicatrizao em apenas duas semanas.  algo que s faz sentido para agilizar a volta aos campos de atletas que valem alguns milhares de dlares a cada jogo. Para todos os demais pacientes, a melhor jogada  o tratamento conservador, que  muito eficiente. 

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Sua sade  o centro de tudo.
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Responsvel Tcnico:
Dr. Miguel Cendoroglo Neto - CRM: 48949


